Blink • Tecnologia sob medida

As empresas estão sempre em movimento e a mobilidade é uma alavanca para obter vantagens competitivas. Mas, de fato, as organizações estão prontas para a era das aplicações móveis? Como a TI está lidando com a entrada de novos aparelhos nas companhias e a participação deles nos negócios?

Para a Porto Seguros, a mobilidade é prioritária e estratégia. De acordo com Ítalo Flammia, diretor de TI da Porto, o mercado de tecnologia móvel está em fase de amadurecimento, pois não tem um padrão de aparelhos e sistemas para os negócios. “Entretanto, as empresas não podem esperar por uma definição de padrões para a era da mobilidade. Precisamos entrar de cabeça nessa tendência, mesmo que lá na frente tenhamos que mudar aplicações. Não podemos ficar parados”, alerta o executivo durante painel de debates promovido pela TVDecision com patrocínio da IBM.

Segundo Flammia, a mobilidade é tão importante nos negócios da Porto Seguro ao ponto de aportar investimentos na criação de uma operadora MVNO própria para atender às demandas dos segurados e dos serviços de guincho, viaturas, sinistro, etc. “Temos a necessidade de se conectar e deixar todo o trabalho móvel. É uma tendência que não tem mais volta”, acrescenta.

No caso do Grupo Tejoran, mesmo diante dos desafios, a mobilidade é importante na interação da força de vendas em tempo real. “Além de envolver todo o ecossistema de clientes, parceiros e fornecedores, as novas tecnologias trazem um novo mundo de vantagens para os negócios”, conta o gerente de TI da companhia, Érlen Abatayguara.

Já na rede varejista D’avó Supermercados, as estratégias móveis estão em fase inicial. De acordo com o CIO Willian Rocha, a rede avançou no desenvolvimento de aplicações de pagamento por meio do celular. Em termos de políticas móveis para uso interno, o D’avó também está no início, liberando acesso para a equipe de TI, além de executivos e diretores. “Esse negócio envolve diferentes plataformas com diversidade de aparelhos. Estamos na fase de testes para alguns clientes e logo abriremos para todo o público”, conta.

Diversidade de plataformas

O universo dinâmico da mobilidade ainda traz desafios de convergência das aplicações em diferentes sistemas operacionais e aparelhos. Na visão de Érlen Abatayguara, é um cenário muito estressante para o gestor de TI, pois as empresas precisam se adaptar às novas tecnologias trazidas pelos executivos.
“Neste cenário, é importante darmos clareza aos investimentos para atendermos às demandas de negócio, pois o orçamento é finito, eu não posso errar. Estou trocando o ERP do Grupo de forma que este novo sistema atenda melhor o usuário e meu cliente na era móvel”, conta.

Na visão de Ítalo Flammia, da Porto, a mobilidade levanta discussões de disponibilidade, performance e segurança, além de trazer outras tecnologias para as empresas como computação na nuvem e redes sociais. “Para ter sucesso e ganhar maturidade nas aplicações móveis é preciso passar por três passos: primeiramente, use soluções de um fornecedor de mercado; no segundo passo, tenha mão de obra qualificada para desenvolver novas aplicações dentro de casa; por fim, implemente ferramentas pré-configuradas”, explica.

Desafios de conectividade

Todos os painelistas presentes entraram em comum acordo de um grande gargalo para a mobilidade no Brasil: prover infraestrutura de conectividade. Segundo os executivos, de nada adianta investimentos em estratégias móveis sem conexões à internet. Para Eduardo Abreu, business development manager da IBM, as operadoras estão fazendo investimentos pesados para atender essas demandas e acredita que os eventos esportivos como a Copa do Mundo e Olimpíadas deixarão um grande legado para o Brasil.

Do lado dos fornecedores de TI, a IBM se coloca à frente na tendência de uso da mobilidade a favor dos negócios ofertando soluções com software, serviços e consultoria por meio do conceito Mobile First. De acordo com Abreu, a IBM ampliou o portfólio de soluções móveis com vários investimentos, inclusive com aquisições de empresas. “Para algumas organizações, a mobilidade é prioritária e para outras é estratégica. Em uma pesquisa que fizemos, mais de 20% dos respondentes acreditam que as iniciativas móveis são prioritárias e estratégicas”, acrescenta.

Fonte: http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=14812&sid=29


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